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Rotary Club Stna. Parnaíba Centro Histórico

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Local: Restaurante Kanto Madeira

Alameda Madeira, 444
Alphaville – Barueri – SP
Telefones do resturante
(11) 4191-5340 / (11) 4191-5945


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A cidade de Santana de Parnaíba teria de tudo para ser um marco civilizatório: tem um bairro que é histórico e  outro que é exemplar da moderna arquitetura brasileira. Tem indústrias, tem comércio variado e competitivo,
tem  bancos e empresas  de prestação de serviços.
Tem  os melhores índices de reciclagem de lixo de todo o Estado:  quase 17%. 
 Tem uma história riquíssima. Contudo, só poderá ter futuro se vencer seu maior desafio: lutar pela  limpeza do Rio Tietê.
Aqui, você vai saber quando o problema começou... E pode lutar para ter chance de terminar!

O esgoto macula nossa cidade. Da Light aos dias de hoje 

O grande avanço na geração de energia no Estado de São Paulo teve início com a assinatura pela Rainha Vitória da Inglaterra, em 7 de abril de 1899, da carta patente de incorporação em Toronto (Canadá), então domínio inglês, de uma nova empresa, a The São Paulo Railway, Light and Power Company Ltd., autorizada a funcionar no Brasil, no mesmo ano, pelo presidente Campos Salles. A Light foi constituída por um grupo de capitalistas canadenses, liderados pelo americano Frederick Starck Pearson, que havia adquirido do italiano Francisco Gualco e de Antonio Augusto de Souza, sogro do político paulista Carlos de Campos, a concessão para operar o transporte urbano por meio de tramways elétricos e fornecimento de energia à cidade, concorrendo com a única empresa de energia elétrica existente à época, a Companhia de Água e Luz do Estado de São Paulo, a qual, com uma potência de 600kW supria apenas as lojas do chamado “triângulo comercial” da cidade de São Paulo.

Bonds e bondes —  Quando foram lançadas em Bolsa as ações (bonds) da Light and Power Company Ltd., para a operação do transporte urbano, o povo paulista — cvuja maioria não fala inglês e não entendia de mercado financeiro — pensou que bonds eram os trens urbanos (tramways), passando a palavra bonde, aportuguesada, a significar uma modalidade de transporte público.
No ano seguinte,1890, a Light, põe em serviço a primeira linha de bondes da cidade, utilizando energia própria, fornecida por usina provisória instalada na Rua São Caetano. Em 1901 inaugura sua primeira hidrelétrica, a Usina de Santana de Parnaíba, também denominada de Usina Hidrelétrica de "Cachoeira do Inferno" com potência de 2 000 kW.

Lembremos que essa "Cachoeira do Inferno" (um grande salto do Tietê) já atormentava os bandeirantes no século 17 e ajudou dar nome à cidade. (Veja em História. )

Como era impossível na época criar um grande reservatório em Santana de Parnaíba sem afetar a cidade de São Paulo, a Light implantou, em 1908, um reservatório no Rio Guarapiranga (194 milhões de m³) com a função de regularizar as vazões do Rio Tietê e manter as condições operativas da Usina de Parnaíba.

A Usina de Santana de Parnaíba foi a primeira hidrelétrica de grande porte, para os padrões da época, implantada no Brasil, tendo sido sucessivamente ampliada, até atingir em 1912, sua capacidade máxima de 16 000 kW.  Recebeu mais tarde o nome Edgard de Souza, como homenagem ao engenheiro que trabalhou na empresa por mais de cinquenta anos.

Assim, em 1904, o então secretário da agricultura do Estado de São Paulo,   Luíz de Toledo Piza, recomendava à Repartição de Águas que "organizasse um plano definitivo de estudos das águas do Tietê". E, em 1912, era apresentado pelo engenheiro Henrique Novais um primeiro estudo, tratando da captação e adução das águas do rio Claro, nas cabeceiras do rio Tietê.  

Na década seguinte, a administração municipal contratava os serviços do engenheiro-sanitarista Saturnino de Brito que, em 1926, apresentava o seu importante projeto. 


Tratava-se, em essência, de construir uma barragem logo acima de Mogi das Cruzes e de pequenas barragens em degraus no curso dos formadores do Tietê, na altura desse mesmo município. Acresce que as cabeceiras do Tietê se situam em regiões sujeitas a uma das mais altas pluviosidades do mundo.

Portanto, se concretizado o projeto apresentado por Saturnino de Brito, não apenas a vazão do rio seria regularizada e tornada uniforme, evitando a inundação das várzeas, como se conseguiria um armazenamento hídrico substancial, que serviria ao abastecimento de água potável à capital.

Se tivesse se executado o projeto de Saturnino de Brito,  a vazão do rio seria regularizada e tuniformizada,  evitando a inundação das várzeas e também se conseguiria um armazenamento hídrico substancial. 


A essa altura, porém, a poderosa Light já visava instalar uma usina hidrelétrica a partir do lançamento do rio Grande no Cubatão. Também construíra uma represa de terra no rio Guarapiranga, afluente do Pinheiros, por sua vez tributário do Tietê. E assim foi dado o xeque-mate na proposta Saturnino de Brito, por meio da astuciosa oferta de colaboração no abastecimento de água à cidade, por meio da represa de Guarapiranga.

Como conseqüência, a adutora da Guarapiranga foi rapidamente construída e não se falou mais em represamento do Alto Tietê para o saneamento da capital. Não bastasse a manutenção do rio Tietê em regime de vazão variável, sem regularizá-lo através do represamento das águas a montante de São Paulo, a Light ainda represou o rio à jusante, por meio do alteamento da barragem de sua velha usina de Santana do Parnaíba (Edgard de Souza) e a complementar construção de outra barragem, próxima a Pirapora.


Enchentes e Poluição

A consequência notória foi o aparecimento de inundações incomuns nos registris históricos. Enchentes que  atingiam até o rio Tamanduateí.  É verdade ainda que as enchentes em toda a área metropolitana foram agravadas pela desnificação do assentamento de populações e pela  indiscriminada impermeabilização do solo (asfaltamento)  sobre córregos — as famosas "avenidas de fundo de vale" — nas várzeas dos cursos hídricos da cidade. 

O falecido geógrafo Aziz Ab'Saber descreveu muito bem o sítio urbano de São Paulo, em toda a sua obra. A maioria dos especialistas considera que seu maior trabalho foi a descrição da Bacia do Tietê.    Ab'Saber afirma que a planície de inundação (área natural no período de cheias) chega a ser quarenta vezes a largura do rio.  Toda a várzea do Tietê e de seus afluentes  tem uma função crucial para a acomodação de cheias. 

O processo de urbanização paulistano, especialmente  depois dos anos de 1950,  foi  ocasionando uma  disputa entre as edificações e as águas do rio pelo espaço da cidade. Construiu-se nas várzeas.  Esse primeiro grande conflito está na origem dos problemas das enchentes, particularmente após a década de 1970, quando a urbanização se tornou acentuadíssima, sempre  ás margens do Tietê e de seus afluentes: Aricanduva, Tamanduateí, Pinheiros.


Resíduos sólidos paulistanos 
são  aos parnaibanos


Ademais, todo o resíduo sólido e os esgotos não tratados de São Paulo vão parar em Santana de Parnaíba e ficam represados pela barragem.


Em 1977, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba, foram as primeiras cidades do mundo a serem invadidas por espumas.   Espuma orgânica, que corre pelo rio até hoje. Passados quase 40 anos, quase nada foi feito pela cidade. 


Ao contrário do que se pensa, as espumas do Tietê não são provocadas por surfactantes  (detergentes artificiais),  mas sim devidoà imensa decomposição de material orgânico executada pelas bactérias do rio. Isso porque apesar de todos os moradores pagarem a taxa de esgoto, sequer uma gota de esgoto da nossa cidade e dos municípios vizinhos é tratada.

Em 2015, tudo como dantes 

Iniciado em 1991,  o projeto de recuperação do Rio Tietê conseguiu alguns avanços. Mas no que diz respeito à nossa Santana de Parnaíba e às cidades vizinhas,   tudo ainda há a ser feito. 

De 1992 a 1998 a Sabesp investiu R$ 1,1 bilhão de reais, de 2000 a 2008 o valor ficou em R$ 500 milhões e de 2008 a 2015 está previsto mais R$ 1,1 bilhão de investimentos.
Em 2013,  a Sabesp informou que destes R$ 1,1 bilhão, até 2015 seriam investidos R$ 116 milhões só em Santana de Parnaíba.  

A Estação de Tratamento de Esgostos do bairro da Fazendinha foi anunciada pelo governador em 2011, prometida para 2013. Se você  digitar ETE  Fazendinha no Google só encontra notas demagógicas de assessorias de imprensa. 

2015 chegou e a situação continua exatamente a mesma. 



Para a Sabesp, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Fazendinha  de Santana de Parnaíba  não existe.
(Clique para ampliar a imagem. A data e hora da consulta estão no relógio do computador)  



Dos quase 126 milhões de litros de esgoto estão sendo tratados nem um litro é de Santana de Parnaíba ou de cidades da região.  
 (Clique para ampliar a imagem. A data e hora da consulta estão no relógio do computador)  





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